A FICÇÃO DE CARLOS HEITOR CONY:

MEMÓRIA INDIVIDUAL, MEMÓRIA HISTÓRICA

 

Raquel Ihescas Bueno - UFPR/USP

 

 

Ainda é cedo para saber se Carlos Heitor Cony será mais reconhecido no futuro como cronista político ou como ficcionista, e nem sempre os temas do romancista incluem as preocupações do jornalista político. Dentre seus treze romances, apenas dois têm protagonistas envolvidos diretamente em atividades políticas, mais especificamente no movimento revolucionário dos anos 60 e 70. Pessach, a travessia [1], de 1967, foi escrito no calor da hora dos acontecimentos que inspiraram sua fabulação, ou seja, pouco depois do golpe de 64; Romance sem palavras [2], de 1999, compara as vidas de participantes da luta clandestina em meados dos anos 70 com suas vidas em meados dos anos 90. Quanto a este último livro, portanto, houve um distanciamento temporal que possibilitou unir reflexão à memória.

No final de Pessach, a travessia, um grupo de guerrilheiros é exterminado por soldados, pouco antes de conseguir fugir do país. Apenas o narrador, Paulo Simões, sobrevive. Na primeira parte da narrativa, ele resistia aos convites para se engajar no movimento. No final, pouco depois da morte dos companheiros, ele sofre, mas ao mesmo tempo se sente bastante aliviado por poder retornar, vivo e livre.

Carlos Heitor Cony nunca participou de algum grupo revolucionário, mas esteve envolvido em diversos episódios da resistência à ditadura militar, principalmente nos anos 60. Por outro lado, sua memória individual, além de ser fonte primária para a construção de seus protagonistas, colabora na constituição da memória coletiva, aqui chamada “memória histórica”, dentre outros motivos, em função da relativização da expressão “memória coletiva” estabelecida pelo autor em crônica recente. Cony desconfia da memória coletiva, por considerá-la ainda menos confiável que a memória individual. Se esta é “parcial, seletiva e interessada”, aquela representaria, a seu ver “a soma de parcialidades, seleções e interesses contraditórios”[3]. A já pequena confiabilidade da memória individual se potencializaria com a reunião de memórias individuais distintas.

Não é o caso, aqui, de opor essa visão pessoal de Cony a toda uma teorização acerca do memorialismo, seja na ficção, seja fora dela. Desejo apenas situar o romance mais recente do autor no panorama da constituição da história da geração retratada em Romance sem palavras. Essa não é exatamente a mesma geração de Cony, que nasceu em 1926, mas sim a dos que tinham entre 20 e 30 anos de idade em meados dos anos 70, cuja atuação no plano coletivo foi ditada por pressões específicas contra a liberdade de expressão.

Apesar de o protagonista de Romance sem palavras se reportar à experiência de toda uma geração, o individualismo de Pessach, a travessia não é abandonado. Na ficção de Cony, o sentido de denúncia das arbitrariedades da ditadura é colocado num plano muito próximo àquele em que se coloca o reconhecimento dos fracassos pessoais. No intuito de observar momentos em que a memória individual se cruza com a memória histórica, observemos alguns traços autobiográficos das personagens de ambos os romances.

Em Pessach, Paulo Simões é escritor e havia prometido a seu editor entregar originais da “história do padre” que ele tenta com dificuldades desenvolver. Cony, por sua vez, anuncia há mais de 40 anos um romance sobre um padre, cujo título seria A paixão segundo Mateus, ou, em entrevistas recentes, Messa pro Papa Marcello. Paulo Simões vive a “crise dos 40 anos” (idade de Cony quando escreveu Pessach). Realiza ações no movimento revolucionário a contragosto, um tanto por ingenuidade política, outro tanto por incapacidade para medir as conseqüências de seus próprios atos, circunstâncias semelhantes às que Cony declara terem resultado na escrita das crônicas de O ato e o fato, em 1964, publicação que lhe rendeu sucesso e prisão.

Em diversos livros de Cony, aparecem personagens que hesitam entre o engajamento e uma vida sem maiores atribulações. Beto, narrador de Romance sem palavras, procura manter-se neutro, mas, assim como Paulo Simões, termina se engajando na luta política e é preso pelos órgãos da repressão. Libertado, vivendo na clandestinidade, é mantido sob vigilância pelos próprios companheiros. Trinta anos mais tarde, Beto compara as duas situações de restrição de liberdade e as julga muito parecidas.

Como Cony, Beto já tinha sido preso anteriormente, no final dos anos 60. Como ele, também, perdeu mais de um emprego por motivos políticos, e trabalhou para uma editora que mantinha relações com o Partido Comunista Brasileiro (referência à Civilização Brasileira, que editou os livros do autor nessa época). Além disso, Beto, que é professor de História, passou quase vinte anos afastado da vida acadêmica, para depois retomá-la. Cony, por sua vez, deixou de publicar ficção entre 1974 e 1995, e suas posições políticas certamente colaboraram para esse longo afastamento. Existem também referências autobiográficas pontuais, como o gosto pela música clássica e as caminhadas de Beto na Lagoa Rodrigo de Freitas, de importância menor para este trabalho.

O segundo personagem masculino de Romance sem palavras é Jorge Marcos, que foi padre, depois casou-se, avançou na carreira acadêmica como professor de literatura, e gostava de aplicar na bolsa de valores. No final, reconverteu-se e decidiu ser irmão leigo em um mosteiro beneditino. Beto e Jorge Marcos são amigos e se respeitam mutuamente, apesar de um ter sucedido o outro no amor da mesma mulher, Iracema. Esses nomes são, na verdade, codinomes algo anacrônicos. Os nomes verdadeiros dos personagens não são revelados.

Curiosamente, Beto considera-se muito diferente de Jorge Marcos: “o que eu podia ter em comum com o ex-padre, ex-preso da ditadura que agora preparava um livro sobre Camões e Fernando Pessoa, ganhava dinheiro na bolsa como um bom burguês e casara-se com a mulher que fora minha amante?”[4]. Em outra passagem, Beto relativiza as diferenças dizendo: “Não foi tão difícil, quanto esperava, terminar a minha tese para a cátedra de história. (...) Mantendo uma espécie de simetria profissional (ou existencial), mais ou menos pela mesma época Jorge Marcos conseguiu terminar seu ensaio” [5]. Na verdade, a trajetória de Beto foi bastante parecida com a de seu amigo, em mais de um campo (político, profissional e econômico); apenas, ele não era padre.

Os elementos autobiográficos que contribuíram na criação de Jorge Marcos são tênues, porém importantes. Seu percurso no romance tematiza a perda da fé e a reconversão. Cony, que sempre se declarou agnóstico, estudou em seminário e abandonou-o às vésperas da cerimônia que o encaminharia à ordenação. Nos últimos meses, o autor tem mencionado a possibilidade de redescobrir Deus e o enorme peso que essa redescoberta significaria para ele. No seu discurso de posse na Academia Brasileira de Letras, no último dia 31 de maio, Cony afirmou: “Considero-me em processo, doloroso mas sincero, de retorno à fé naquele Deus que o rei e profeta Davi dizia ter alegrado a sua juventude.” [6]

A certa altura de Romance sem palavras, Jorge Marcos diz a Beto: “a minha vida ficou sem sentido... não estranhe, nem pense que estou fazendo demagogia, mas ela teve sentido quando fui padre... (...) continuei tendo sentido quando conheci Iracema, o amor faz sentido, é talvez o maior sentido da vida... e note, tudo era decorrência de um sentido original... eu era padre.” [7]

Iracema, dentre os três, é a personagem que mais assume o pragmatismo do tempo atual. Bem sucedida como advogada e empresária nos anos 90, ela é caracterizada, desde os anos 70, como pessoa muito mais segura de si do que Beto ou Jorge Marcos. Nem por isso parece ter convicções ideológicas mais profundas. Ela assumiu seu codinome sem se preocupar com as relações entre “Iracema” e “América”, ou em comparar-se à Iracema de José de Alencar. Separada de Jorge Marcos após um casamento de oito anos, Iracema reaproxima-se - ou mantém-se próxima, não se sabe - do antigo líder do grupo revolucionário de que todos eles participaram. À maneira da maior parte das personagens femininas do autor, Iracema é vista pelo protagonista como alguém que guarda segredos, gosta de códigos e linguagens cifradas. Um desses códigos, feito em linguagem de computador, contribuirá para uma seqüência de mal-entendidos.

Beto, induzido por Jorge Marcos, seguirá por algum tempo na crença de que Iracema o amava, mesmo casada com seu amigo. A verdade de Iracema é parte do “sem palavras” que nomeia a narrativa. Aqui, diferentemente do que ocorre em Pessach, é a personagem feminina que escreve uma história que tende a ficar inacabada. Na economia narrativa de Romance sem palavras, a história que não é escrita assume importância semelhante à das parcelas da memória individual de Beto, que recorda e comenta, além do episódio de sua prisão na mesma cela de Jorge Marcos, a posição da Igreja quanto à participação de seus membros na luta clandestina, a revogação do AI-5, a transição para a democracia e o episódio do Riocentro.

Para falar de si próprio, Beto emprega um vocabulário em que o tema de sua tese de titular - o Mar Tenebroso e as descobertas do século XVI - mescla-se com o vocabulário da fé: “Voltei para casa com fiapos de algas submersas numa alma que, sem ser tenebrosa, continuava em busca de um descobridor, talvez mesmo de um salvador.” [8] Beto não terá chance de sentir que sua alma foi salva, nem mesmo se propõe a isso. Enquanto professor de História, sua visão trai um olhar carregado de pessimismo.

Lecionando em uma universidade pública carioca nos anos 90, afirma que seus alunos não têm reflexão crítica sobre a intencionalidade da vinda ao Brasil da frota de Cabral. Beto estende seu desalento ao perfil de seus alunos: “vindos do segundo grau, em sua maioria por comodismo ou indiferença, nunca haviam se detido na tese oposta e era com algum entusiasmo que eu citava fontes, datas, nomes. E como nenhum deles tinha condições de contestar o que ensinava, eu reinava sobre a classe. Era, sem dúvida, um dos meus melhores momentos como obscuro professor titular de história na Universidade Federal.” [9]

Esse ceticismo, que se espalha por toda a obra de Cony, dá o tom, também, ao balanço sobre a luta armada: violência de um lado, provocação excessiva de outro, conforto “mais-que-burguês” na casa senhorial onde o líder do grupo se escondia. Beto só não renega a participação de sua geração na resistência porque reconhece ganhos no plano individual: “Ameaçamos muitas coisas mas nada construímos. Na impossibilidade de mudar alguma coisa, o máximo que conseguimos foi mudar-nos a nós mesmos.” [10]

Como ficou dito, o parco entusiasmo de Beto pela atividade acadêmica crescia somente enquanto ele percebia que a já repisada hipótese revisionista da história oficial do “descobrimento” do Brasil era recebida como novidade por seus alunos. Falando dos anos 70, Beto não poupa o governo nem seus opositores. Quanto aos anos 90, denuncia atitudes burguesas de conhecidos seus, mas dá a entender que ele também não vive uma realidade muito diferente. Beto é professor, mas não aposta no universo acadêmico enquanto espaço de mudança. Assim como Paulo Simões, ele questiona, também, o grau de convicção de seu engajamento:

 

a violência do regime atingiu um ponto em que ficar quieto seria uma forma de cumplicidade. Embora tibiamente, comecei a participar de movimentos de resistência, a princípio no setor universitário, mais tarde ampliados para uma frente maior que incluía intelectuais, ex-militares, operários, gente do campo e religiosos.

Foi nesse grotão que não chegava a ser revolucionário no sentido histórico ou técnico, mas que equivalia a uma contestação ao regime, que a repressão caiu mais pesadamente (...) [11]

 

Como em Pessach, o heroísmo revolucionário comparece com sinal de menos, totalmente desmistificado. A tortura é terrível para quem a sofre (no caso, Jorge Marcos) e traumatizante para quem assiste a dor do outro (Beto, que procura aliviar as dores do companheiro de cela), mas isso não basta para erigir heróis. Nessa visão, não há ações grandiosas, nem ações verdadeiramente transformadoras. O pessimismo se dirige igualmente para os indivíduos mais idealistas e magnânimos (como Jorge Marcos, que ocupa esse lugar na narrativa, apesar de suas atitudes burguesas) e para os menos idealistas (como Beto). Diz uma das epígrafes, extraída do Otelo, de Shakespeare: “But men are men, the best sometimes forget.” [12]

Por outro lado, os céticos também elegem seus heróis, ainda que enquanto resquício de alguma ingenuidade de menino. Desde a infância, Beto tinha fascínio pelas caravelas, especialmente pelo caráter aventuresco dos navegadores que desafiaram o Mar Tenebroso no século XVI. Seu modelo de herói conjuga ousadia com alguma dose de irresponsabilidade.

Na primeria parte de Pessach, a travessia, Paulo Simões se queixa do tédio de sua vida, de que a atividade revolucionária poderia servir de fuga. Vale lembrar aqui a leitura que Alfredo Bosi faz de um texto de Giacomo Leopardi, no qual a aventura de descoberta da América é entendida não como resultado de um grande projeto coletivo, mas como conseqüência do desejo de fugir ao cotidiano. No texto de Leopardi, Cristovão Colombo, ao ser questionado a respeito dos riscos da expedição - antes da chegada à América - admite não ter certeza alguma do sucesso daquela missão, mas acrescenta que ela já teria sido proveitosíssima simplesmente por mantê-los libertos do tédio por um certo tempo.

Em seu comentário ao texto, Alfredo Bosi aproxima Leopardi de Schopenhauer, de Stendhal e de Machado de Assis. Todos eles, a seu ver, igualam-se pela “negação da consistência do tempo político, devorado pela vontade de satisfazer interesses egóticos”. Bosi acrescenta: “é um dos fulcros do realismo cético de que as Memórias póstumas de Brás Cubas dão o cabal exemplo”[13].

O realismo cético de Cony se estende dos anos 70 aos anos 90, na crítica ao comportamento burguês dos ex-revolucionários. Jorge Marcos inicia o romance aparentando estar plenamente integrado ao sistema, mas sai dessa acomodação aparente. Seu casamento com Iracema era incompleto, pois os choques elétricos aplicados pelos torturadores haviam-no deixado sexualmente impotente. No final, ele entra para o mosteiro beneditino e troca Camões e Fernando Pessoa por Santo Agostinho, que, além de ser, por excelência, o filósofo e o teólogo da reconversão (Confissões), é também o filósofo do Tempo, mola mestra da História.

Inclusive por isso, as trajetórias de Jorge Marcos e do historiador Beto tenderiam a continuar se encontrando. Ao contrário do esperado, no final da narrativa eles se afastaram bastante. Jorge Marcos dedica-se prioritariamente à religião e acredita que Beto e Iracema poderiam ser felizes juntos. Beto, por sua vez, descobre que Iracema mantém um caso com o ex-chefe do grupo, Raul. Nos anos 70, esse homem havia tramado contra o casal Beto-Iracema, alegando questões de segurança para as movimentações do grupo.

Capaz de colocar “seu radicalismo tático acima da luta comum contra a ditadura” Raul é aproximado à figura mítica de Che Guevara. Ao comentar a tendência das pessoas a idealizarem a figura do líder morto na Bolívia, Beto critica o que seria a “sebastianização” de Che. Mais uma vez, a figura do herói revolucionário é desmistificada.

Como ficou dito, cabe a Iracema o papel - recorrente na ficção de Cony - de escritor(a) de um romance que tende a não ser terminado. Em uma de suas raras falas, ela afirma: “Não vou terminar nunca. Falta ainda muita coisa para acontecer na minha vida... coisas sem palavras...” [14]. Beto não contará a Jorge Marcos o que sabe do caso entre Iracema e Raul, nem esclarecerá o amigo sobre o mal-entendido que o levava a acreditar que Iracema ainda estaria apaixonada por ele. Para Beto, os enganos todos haviam poupado sofrimentos maiores ao amigo e a ele próprio.

A relação intertextual com o romance de José de Alencar é irônica. Nesse romance, Martim se divide entre o Brasil e Portugal, e entre uma portuguesa (“a virgem loura dos castos afetos”) e uma índia (“a virgem morena dos ardentes amores”). Em Romance sem palavras, Jorge Marcos divide-se entre as coisas terrenas e as coisas do espírito. Beto, por sua vez, pouco se parece com Poti, o guerreiro pitiguara fidelíssimo a Martim, mas os nomes parecidos convidam a buscar na amizade entre Jorge Marcos e Beto elementos correspondentes aos da amizade sublime entre Martim e Poti. Apesar de todas as diferenças, uma frase de José de Alencar caberia bem para explicar a opção final de Jorge Marcos: “O amigo e a esposa não bastavam mais à sua existência, cheia de grandes desejos e nobres ambições.” [15]

No final de Romance sem palavras, a revisão histórica cede lugar para o questionamento sobre a reconversão de Jorge Marcos e a escalada social de Iracema. O plano individual se sobrepõe ao plano político. Para Beto, aquela não teria sido uma geração perdida, mas sim uma “geração desperdiçada”. Como Cony, Beto desconfia de todos os heróis, de todos os mitos, ao mesmo tempo em que busca algum sentido para as dores dos indivíduos.

Cada geração recebe do tempo histórico exigências específicas. A geração dos personagens de Romance sem palavras, um pouco posterior à geração a que pertence o próprio autor, precisou combater uma violência maior contra as liberdades. Ao obtê-la, consideradas as perdas do processo e as mudanças individuais, essa geração abandonou antigos ideais. Alguns transferiram o idealismo para o plano espiritual, outros abandonaram as lutas comuns, apostando nas conquistas individuais (como Iracema) ou não apostando nessas mesmas conquistas, mas seguindo em frente em meio a um quadro decepcionante. É o caso de Beto, o professor que não acredita no inconformismo, mas gostaria de encontrá-lo nas novas gerações.

Realismo cético e inconformismo são elementos que se conjugam de maneira instigante, seja na ficção, seja no jornalismo político de Cony. Talvez haja, para além dos seus textos, “coisas sem palavras” que ilustrem e expliquem melhor o tema aqui abordado. É certo que a crítica literária pode suprir em grande medida o “sem palavras” do texto no momento interpretativo. Por outro lado, para melhor avaliar o resultado do cruzamento entre a memória individual e a memória histórica, exige-se certo distanciamento em relação ao momento da publicação da obra. Essa circunstância convida a adiar a execução da tarefa aqui iniciada. Por ora, ela fica suspensa no tempo, guardada neste “arquivo.doc.”, que na seqüência será salvo na memória.



[1] Carlos Heitor CONY.Pessach: a travessia. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1967.

[2] Id. Romance sem palavras. São Paulo: Companhia das Letras, 1999 (Todas as citações do romance serão feitas a partir dessa edição, e a paginação será indicada no próprio.

[3] Id., Memória coletiva. In. ___ . O harém das bananeiras. Rio de Janeiro: Objetiva, 1999. p. 225.

[4] Id., Romance sem palavras. p. 18.

[5] Id., Ibid. p. 95.

[6] Esse texto, que ainda não está publicado, foi-me enviado, a pedido, pelo próprio autor. CONY, Carlos Heitor. Discurso de posse na Academia Brasileira de Letras. ABL, Rio de Janeiro, 31 mai. 2000.

[7] CONY . Romance sem palavras. p. 130.

[8] Id., p. 102.

[9] Id., Ibid., p. 126-7.

[10] Id., Ibid., p. 92.

[11] Id., Ibid., p. 57.

[12] Mas homens são homens, os melhores às vezes esquecem.

[13] Alfredo BOSI. O tempo e os tempos. In. NOVAES, Adauto, Org. Tempo e História. São Paulo: Companhia das Letras, 1992. p. 24-5.

[14] Carlos Heitor CONY. Romance sem palavras. p. 132.

[15] José de ALENCAR. Iracema. Rio de Janeiro: Edusp, 1979. Cap. 27.